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Em cada rosto, uma expressão

Em cada peito, um coração

Que não se repete

Que não se copia

Que não se desvenda

Único

Raro

Em cada lágrima, uma dor

Em cada silêncio que guardou

Em cada pedido, um clamor

Único

Mudo

Mas,

Em cada manhã esperança

Que alguém se atreva à façanha

De num coração que é deserto

Um amor lhe venha habitar

Desvendar

Revelar

Inteirar

Lice

de alma lavada

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Por mais que tudo seja corrido

Por mais que seja distante de tudo

Mesmo que se consuma tempo

Vale a pena

            ..      

Por mais que não seja a melhor hora

Por mais que não se vista a caráter

E mesmo distante do seu amor

Vale a pena

_

 Mesmo com água gelada

Com o céu nublado

Temperatura baixa

Estação desencontrada

E a vida toda atrapalhada

Ainda vale a pena

Lu

Para sempre Alice

Assisti hoje a um filme que concorre na categoria “melhor atriz em Drama” ao Globo de Ouro, “Para sempre Alice” (Still Alice), com a fantástica Julianne Moore encarando uma professora inteligentíssima que é diagnosticada com Alzheimer precoce. OMG!  (snif, snif) Filme muito bem produzido e dirigido, com cenas que fazem a gente pensar o que somos e o que vamos deixar para o mundo. Fotografia bonita com diálogos bem colocados que marcaram intensamente minha alma.  (E não é exagero!)

Alec+Baldwin+Julianne+Moore+Film+Still+Alice+RcvzEtBzPqtl

Alice percebe que está com problemas aos poucos, e luta arduamente para lembrar como é sua vida “normal”.  Ao imaginar perder toda a memória e junto com ela toda sua vida, seu passado, as boas lembranças, os esforços de estudos, as emoções, esquecer o nome dos filhos, de onde fica o banheiro.

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Agora, deixando um pouco o filme de lado, imagine uma professora universitária que passou a vida se dedicando aos estudos, ir esquecendo tudo o que ela já foi e já fez na vida. Eu penso que tudo vai deixando de fazer sentido.

O trabalho excessivo, os dias que vamos para o trabalho mesmo estando doente, a luta exaustiva para ser mais e ter mais. Tudo isso perde um pouco de sentido quando se é afrontado por uma doença ou um acidente. O mundo é finito e nossa existência é ínfima, como deveríamos viver? Devemos gastar todo o tempo procurando ser promovido? Ou ganhar mais? Ou comprar mais?

Essa é minha lição de tudo isso, desse filme e de algumas questões pessoais. O que é realmente importante para você na vida? 

O filme trata disso e da questão séria de uma doença muito triste, e faz isso de forma tocante com uma Julianne Moore impecável. Assistam e me digam o que acharam!

Lu

Em busca de virtudes

A vida é engraçada e os seres humanos são, mesmo, muito peculiares! Eu estou acompanhando essa nova onda de livros/filmes que protagonizam meninas adolescentes como heroínas das histórias.katniss_everdeen__by_xxhannahsalvatorexx-d4q9msu

Já li e assisti a saga de Jogos Vorazes, onde a heroína é uma menina de muitos princípios; batalhadora, que cuida da família e tem bom coração, o que acaba fazendo dela um símbolo da revolução.

Já li a saga de Divergente, onde a heroína lida com várias dificuldades pessoais (físicas e mentais), mas acaba se destacando por sua inteligência e coragem.

Posso ainda, mencionar as primeiras heroínas desse tipo, como Lúcia e Susana, de Nárnia, e a Hermione, do Harry Potter; meninas educadas e gentis que só querem fazer o bem.

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Hoje, assisti ao filme “Se eu ficar”. Confesso que assisti com bastante receio (já que o gênero do filme não é minha praia), mas me deparei com outra protagonista de grandes virtudes. Mia foge dos padrões da sociedade, ela tem um grande talento: é gentil e sempre quer o bem, como todas as outras.

Aí é que está a peculiaridade do ser humano: ele admira pessoas virtuosas, mas é só isso que as tornam virtuosas?

Os adolescentes que conheço e que tem acesso a essas histórias são, em suma, fúteis. Eles ainda estão em formação de caráter e pensam muito mais em comprar um iPhone novo do que em ajudar alguém, mesmo que em coisas simples. Admiram que a Katniss seja o tordo, mas não levantam a mão nem mesmo para lavar a louça de casa. Admiram que a Tris pule de um prédio, mas não se arriscam nem a doar roupas que não usam mais.

Espelhar-se nas personagens vai além de se vestir como elas. Passa da aparência para o ser, o sentir e o fazer. A amizade de Hermione a fez correr perigo por Harry e isso é muito mais que aparência. O sacrifício de Katniss pela irmã foi o que a tornou tão admirável. E é o ato de cuidar do outro que faz o ser humano ser especial. É isso que faz a vida em sociedade ter algo de significante.

Eu estou querendo demais? Sei que nossa sociedade valoriza mais o ter do que o ser. Seria essa nova onda de ficção uma contra corrente? Será que estão tentando salvar nossos jovens?

Eu espero que funcione!

Luiza

Aviso aos navegantes!

Pare!

Olhe!

Perceba o mundo a sua volta!

Pode ser que você esteja fazendo isso errado!

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Somos todos parte de um todo.  Somos apenas veias por onde o tempo passa.

Não importa qual sua tribo, literalmente, todos nós viemos da terra, vivemos na terra e, logo, voltamos para a terra.

Enquanto não percebemos que somos os caminhos que percorremos, não os bens que possuímos.

Que somos os conhecimentos adquiridos, não somos os lugares que vamos por status.

Somos o bem que fazemos para o mundo, não a roupa que vestimos.

Viemos para esse mundo sem nada e vamos voltar sem nada, nada além de tudo que vivemos.

Em pouco tempo não estaremos mais aqui, e nossas memórias só permanecerão através de nossos sangue, das coisas que fizemos, das sementes que plantamos.

Deixaremos aqui todo ar que nos manteve vivos, os sussurros dos ventos.

Deixaremos aqui todos os cheiros de chuva, as belezas das plantas.

Deixaremos os risos das crianças e todos nossos sonhos e nossos amores.

Somos apenas um cisco no tempo, somos historia.

Somos parte do mistério da natureza.

E o que queremos transmitir para o mundo?

E qual o seu legado para o mundo?

http://www.youtube.com/watch?v=FB6nCwoVCYw

Lu

Desperdício

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O dia começa e termina.

A vida também.

E o que sobra?

O que transborda?

São horas contadas. Perdidas?

O milagre do agora se esconde na rotina que fadiga.

Mas, a vista é turva.

Apegada ao desnecessário.

Esquecida.

Desperdiça.

Erra querendo acertar.

Machuca querendo amar.

Perde tempo. Perde a força. Perde a alma.

E o que resta?

 

 

 

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos..” Drummond

 

BECA

O tempo vai passando…

Deus vai cuidando, curando…

A gente vai entendendo…

ou aceitando mesmo sem entender…

Vivendo…e aprendendo…

Amando mesmo assim…

Descobrindo que o “pra sempre” pode ser bem diferente do que um dia a gente sonhou que seria…

Confiando em Deus e acreditando que Ele tem o melhor pra gente sempre…

E lá no fundo..

Talvez nem tão lá no fundo assim…

A esperança bem viva de um “pra sempre” eterno.

Beca

“pra sempre”

Mais

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Há muito mais… do que só as 24 horas do dia.
Há muito mais saudade do que melancolia. Saudade que combina o antigo com o sonhado.E sonho não deveria combinar com ilusão.
Há muito mais carinho do que tristeza. E com o carinho que combina com o sonho, que combina com a saudade… há sempre muito mais.

Há muito mais do que uma comunidade no orkut tão antigo. Há sentimentos, esperanças e histórias. E houve o encontro. Há então, muito mais alegria, encantamento e expectativa. Quantas paixões descobertas, quantos companheiros declarados. E depois de tanto tempo… descobrimos que há muito mais do que só o pequeno príncipe entre nós.

Há muito mais do que Alice. Há Luiza, Rebeca, Mauri, Renata…

Há matizes, cores envolvidas que fazem muito mais do que só arte, música e poesia e assim, há sempre muito mais.

Há sempre muito mais do que a palavra descreve. Há o que só o silêncio percebe, só o olhar captura, só a alma concebe.

Há o amor. E esse sim, só ele basta. Não é preciso nada mais.

Será preciso mais um pôr-do-sol…

O meu eterno príncipe dizia que gostava de ver o pôr-do-sol quando se sentia triste,

Eu gosto de escrever, como se de alguma maneira mágica,

as palavras pudessem arrancar toda a tristeza

e quem sabe te dar uma injeção de esperança…

Talvez o príncipe tenha descoberto,

que de nada adiantava olhar o pôr-do-sol,

como eu descobri,

que de nada adianta escrever,

Sempre será preciso mais um pôr-do-sol,

sempre faltarão palavras pra explicar

e entender…

Les misérables

Janeiro é sempre uma temporada de tentar assistir os filmes indicados para o Oscar, o grande prêmio de cinema. Esse ano, já tive a felicidade de conseguir assistir alguns, filmes muito bons, melhores que muitos dos outros anos. Em especial, esse ano concorre em diversas categorias o musical “Les Misérables”, dirigido por Tom Hooper, uma produção britânica que estréia amanhã nos cinemas no Brasil.

A trama musicada é adaptada do clássico de Victor Hugo, Os Miseráveis, publicado em 1862. Conta a histórida de uma França sofrida entre guerras, e tem como ponto central a história de um condenado que foi posto em liberdade, Jean Valjean, vivido pelo eterno Wolverine, Hugh Jackman.

Jean Valjean encontra com os outros personagens ao longo da trama, Fantine, vivida por Anne Hathaway, que está impecável nesse papel. Sua filha, Cosette (Amanda Seyfried), que acaba sendo criada por Valjean, e o inspetor Javert (Russel Crowel), que o persegue a vida toda. Além de outros personagens que tornam o filme extremamente bem articulado e bem cuidado.

A direção de arte no geral está esplêndida, não mediu-se esforço, a atmosfera desempenha o  papel de deixar a gente de olho na tela, mesmo com a duração de 158 minutos.

O musical com certeza é um fenômeno, e um requinte que não podemos nos privar. Vale a pena, com certeza!

Lu