Corda bamba

Às vezes penso na vida como uma corda bamba

Onde é preciso cautela…

E ainda continuar caminhando

Em linha reta, pra chegar do outro lado…

É preciso domínio sobre nós mesmos…

Caminhar firme…

Tentar não cair do alto, pode ser fatal!

É preciso respirar fundo…

Mas não tão fundo, pra não balançar!

É preciso tranqüilidade…

Mas não pode vacilar!

É preciso prudência,

Escolher bem cada passo!

É preciso acreditar em si próprio…

E não parar de caminhar…

É preciso equilíbrio,

E acima de tudo: coragem!

 

Lu

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Impermanência…

“Algumas preciosidades morrem baixinho, em dégradé. Como morrem as tardes. Como morrem as flores. Como morrem as ondas. Quando a gente percebe, já é noite e o céu, se está disposto a falar, diz estrelas. Quando a gente percebe, as pétalas já descansam o seu sorriso no colo do chão. Quando a gente percebe, o canto da onda já enterneceu a areia. Muitas dádivas que nos encontram, que nos encantam, têm seu tempo de viço, sua hora de recado, e seu momento de transformação em outro jeito de lindeza.

A noite também é bela do jeito dela. As pétalas caídas viram húmus para fertilizar o solo que dirá a vez de outras flores sorrirem. A areia molhada conta a canção da onda e da sua acolhida terna para a nossa vida descalça. Lutar contra a impermanência da cara das coisas é feito tentar prender o azul macio das tardes, segurar o viço risonho das flores, amordaçar as ondas. É inútil.

Costumamos esquecer que não podemos impedir a mudança: tudo dança a coreografia sábia e implacável da impermanência. Mas a música daquilo que verdadeiramente nos toca com amor, não importa o quanto tudo mude – e tudo muda -, não deixa nunca mais de tocar e viver, de algum jeito, no nosso coração.

(Ana Jácomo)

Um filme sobre mim

Sinto-me perdida no meio de um filme, sem saber o final, temendo que o filme tenha um final trágico…

Se ao menos eu soubesse o gênero…

Se pudesse prever quem é  o vilão e quem são os mocinhos…

Se eu pudesse dar uma olhadinha no roteiro…

Imagina…

Se fosse uma comédia romântica eu ficaria tranquila, por mais que sofresse teria um fim certamente feliz!

E se for um drama sentimental tipo do Bertolucci… OMG! rs… não sei se agüentaria sóbria até no fim, porque todos os heróis o Bertolucci acabam não aguantando sóbrios até o fim…

Pior ainda se fosse uma comédia do genial Wood Allen… que apesar de super engraçada são trágicas! Não quero piada dos meus sentimentos… kkkk

E o Tim Burton? … o que ele faria da minha vida? Aposto que eu terminaria meus dias sozinha, em um casarão, no alto de uma montanha escura, pintando quadros loucos, energeticamente… (pelo menos terminaria uma artista!)

Eu não quero o glamour de Fellini, em “La dolce vita”… não suportaria amar sem ser amada, mesmo com todo aquele glamour… ficaria doida também!

Não quero um clichê do Garry Marshall… não quero milagres, quero até surpresas, mas surpresas cabíveis!

Não quero uma comédia besteirol, quero uma vida sensata.

Mas também não quero um filme chato, não quero poesia, quero prosa.

Não quero que Lars von Trier dirija meu filme, não quero viver em Dogville (aff), nem sofrer a vida toda, por mais que seja poético!

Não quero amores impossíveis!

Nao preciso ganhar um Oscar! rs

Não quero descobrir no final que tudo foi um sonho… aff…

Quero até um final como o da Amelie Poulain, mas não agüentaria ser ela na infância…

Quero um filme pra mim, sob medida… um que fortaleça meus pontos fortes, esconda meus pontos fracos, mude o destino a meu favor…

Quero cenas de pernas pro ar!

Quero cenas de amor!

Quero cenas sérias!

Um filme que seja capaz de emocionar, mas que seja direto, sem embromações…

Quero um filme verdadeiro… com personagens verdadeiros!

Quero amar e ser amada… quero viver e ser capaz de dar minha vida por quem amar!

Quero merecer as coisas boas que acontecem!

Não quero clichês!

A minha exigência maior é um “final feliz desde o começo”!

 

Lu