CORES

 

Conheci um artista uma vez, nem lembro o nome dele, mas uma dica que ele me deu marcou na minha memória, ele disse: “nunca pinte quando tiver muito triste, nem muito feliz, porque afeta nas cores”.

Sempre penso nisso, porque ate na hora de escolher uma roupa o estado de espírito interfere mesmo. Ninguém passa o ano novo de preto, não é uma cor que passa felicidade, definitivamente, e ninguém quer um ano triste, né?

 

Eu, pessoalmente, não gosto de amarelo, é uma cor quente demais, e eu não gosto de sentir calor…


O azul, por outro lado, é uma cor fria, triste, e não é atoa que blue em inglês também significa “triste”, mas mesmo assim é uma cor linda, assim como os poemas tristes que tanto amamos.


E o vermelho? É forte né? Muito estigmatizado, a cor da paixão, minha vó nunca usaria um esmalte vermelho (O.o), cor quente e picante. Cor que misturada com um pouco de branco vira rosa, e rosa é uma cor meiga!

Vermelho é paixão, rosa é amor. Por isso que eu sempre digo que “o amor é a paixão que sobreviveu no tempo”, e o tempo é o branco misturando o vermelho! RS (teoria de artista).


Bem, eu disse que não gosto de amarelo, mas gosto muito de laranja, deve ser porque o amarelo perde um pouco do calor e misturado com o vermelho, e ainda assim fica uma cor afável.

Mas o meu gosto pelo frio me faz preferir as outras cores secundárias: adooooro o verde e o roxo.

O verde tem em si a esperança do equilíbrio embutida na mistura do calor do amarelo com o frio do azul.

Mas é na cor roxa que me encontro: vermelho + azul = paixão + frio, ou seja, fazer uma coisa que gosta numa atmosfera agradável (sabia que o cérebro perde 30% da potência quando está acima de 30°C).

 

As cores não são somente a reflexão da luz nos elementos naturais, elas são também sentimentos, aguçam os sentidos de formas diferentes, e agem em cada ser humano de forma única. O roxo talvez seja meu equilíbrio espiritual, por isso me sinto tão confortável com a cor.

 

E, no fundo, os gays que estão certos, pra que escolher uma única cor se o arco-íris tem todas as cores e todas as energias!

O nosso Giz Colorido também faz bem esse papel, se forma de várias nuances, todas as cores em diferentes momentos, vários sentimentos, e isso que o torna tão especial.

O Giz Colorido por ser feito de cores é também feito de VIDA!

 

Luiza

Meio fio

No primeiro post do ano resolvi trazer ao Giz uma música que eu adoro.

Uma melodia super agradável do gênio musical que é a Rita Lee.

Uma letra excelente para o início de um novo ciclo!!! O desejo de nos transformar sabendo o que somos, de onde viemos. Que as nossas cicatrizes e nossa sorte nos façam flutuar no novo ano, levando a vida mais leve, como essa música… espero que apreciem e que aceitem dançar no meio fio com os deuses e comigo…

 


Onde quer que eu vá
Levo em mim o meu passado
E um tanto quanto do meu fim
Todos os instantes que vivi
Estão aqui
Os que me lembro e os que esqueci…
Carrego minha morte
E o que da sorte eu fiz
O corte e também a cicatriz

Mas sigo meu destino
num yellow submarino
Acendo a luz que me conduz
E os deuses me convidam…
Para dançar no meio fio
Entre o que tenho e o que tenho que perder
Pois se sou só
É só flutuando no vazio
Vou dando voz ao ar que receber

Pra ficar comigo
Corro salto, me equilibro
Entre minha neta e minha vó
Fico feliz, sigo adiante ante o perigo
Vejo o que me aflige virar pó
As vezes acredito em mim
As vezes não acredito
Também não sei se devo duvidar
Mas sigo meu destino
num yellow submarino
Acendo a luz que me conduz
E os deuses me convidam…
Para dançar no meio fio
Entre o que tenho e o que tenho que perder
Pois se sou só
É só flutuando no vazio
Vou dando voz ao ar que receber

(Meio Fio – Rita Lee)

 

Luiza