Existe?

Eu quando sumo, ou penso demais ou não tenho tempo nem de me coçar. Mas nesse intervalo de escondimento produtivo aconteceram as duas coisas. Restou-me insônia, mal-humor e muita, muita dor de cabeça.

E lá estava eu no decorrer das horas, dos dias.. pensando sobre a felicidade. Será que você como eu já esqueceu do significado real dessa palavrinha utópica e profundamente incômoda que aturde alguns, senão a maioria dos dias dos pobres seres humanos? Eu me lembro de uma amiga certa vez me dizer: Eu não acredito em felicidade. Acredito em momentos felizes, prazerosos, inesquecíveis. Mas, felicidade? Ah.. essa não. E eu profundamente insatisfeita e quase revoltada tentava incutir na cabeça dela que felicidade existe sim. E que é real e que é possível.

Bem, o mundo muda, as mentes mudam e os corações.. mais ainda. Vasos de cristal quebram tão fácil quanto as nossas fantasias. Mas isso não quer dizer também que com seus cacos um lindo mosaico não possa vir a ser detalhadamente construído.

Longe de mim ser uma portadora melancólica de frustrações. Nem combina. Queria só dizer que redefini. Que aceitei. E que resolvi.

Redefini minha concepção de felicidade que não precisa de uma vida inteira para acontecer, mas somente do momento de agora. Redefini que quanto mais sou feliz, mais fico inventando desculpas pra tentar ser um pouco mais feliz ainda. E que isso é ingratidão. Ingratidão com tudo que a Força vital   que nos mantém vivos nos doa gratuitamente e nem sequer observamos, pelo egocentrismo doente que fomos desenvolvendo e alimentando como um câncer que vai nos matando silenciosamente.

Aceitei que sofrer é bom. Me faz descer dos picos da auto suficiência e me torna gente de carne e osso. E com isso me ajuda a encarar minhas verdades, traumas, medos e limites. Aceitei que não quero ideologia (segundo a concepção marxista, para os estudiosos não me matarem) para viver, como disse Cazuza. Por que motivos é o que não me faltam. Preciso agora é correr atrás da coragem.

Resolvi então. Resolvi que risco/apago um conceito deformado e reescrevo a minha história com alegria ruidosa, paixão viva e arrebatamento. Resolvi enxergar que meu mosaico está quase pronto, mesmo que existam algumas peças meio velhas ou foscas, mas logo logo colocarei bem ao lado novas pecinhas coloridas e bem brilhantes.

Resolvi, aceitei e finalmente enxerguei que já sou feliz. Já era há muito tempo.

Mas, felicidade? Ah… Essa eu não sei se existe.

 

Lice

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3 comentários sobre “Existe?

  1. Que isso heim!
    Uau!
    É.. eu acredido que o ser humano é mt exigente com o quesito Felicidade, e um conceito tao abstrato nao deveria ser levado tanto ao pé da letra.
    Ser feliz não é rir todo dia, temos que saber aproveitar os dias nublados, para valorizar o dia de sol.

    Lice.. eu sou sua fã… vc sabe… mas peciso dizer outra coisa:
    – Eu quero uma meia dessa!!!

    Beijooo
    Amo

  2. Recolhida em minutos, a felicidade… como a florzinha do campo que precisa ter sua beleza contemplada no tempo oportuno, pois logo seca, mas não deixa de ser importante mesmo assim.

    Amo Liu!

    PS: Tava com saudade do Giz 🙂

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